Perdeu o prazo para entregar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)? Antes de entrar em pânico, saiba que essa situação tem solução. O mais importante é agir rapidamente para reduzir os impactos e regularizar sua situação junto à Receita Federal.
Todos os anos, milhares de brasileiros deixam de entregar a declaração dentro do prazo por diversos motivos: falta de documentação, dúvidas sobre a obrigatoriedade, esquecimento ou até mesmo a falsa impressão de que não precisam declarar. O problema é que o atraso pode gerar multas, pendências no CPF e outras complicações que afetam a vida financeira do contribuinte.
O que acontece quando a declaração é entregue fora do prazo?
A Receita Federal prevê uma multa para quem estava obrigado a declarar e não entregou a declaração dentro do período estabelecido.
A penalidade mínima é aplicada mesmo quando não há imposto a pagar. Nos casos em que existe imposto devido, a multa pode aumentar conforme o tempo de atraso.
Além disso, a ausência da declaração pode gerar pendências cadastrais que dificultam diversas operações do dia a dia, como:
- solicitação de financiamentos;
- participação em concursos públicos;
- obtenção de crédito;
- emissão de passaporte;
- regularização de negócios e contratos.
Por isso, quanto antes a situação for regularizada, menores serão os transtornos.
Ainda posso enviar a declaração?
Sim. Mesmo após o encerramento do prazo oficial, a declaração continua podendo ser transmitida normalmente pelos sistemas da Receita Federal.
Ao enviar a declaração em atraso, o próprio sistema gera a notificação da multa, juntamente com o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) para pagamento.
Muitas pessoas acreditam que, após perder o prazo, não vale mais a pena entregar a declaração. Na verdade, o maior erro é continuar adiando a regularização.
Como evitar erros ao regularizar a situação?
Um dos principais riscos para quem entrega a declaração atrasada é fazê-la com informações incorretas ou incompletas.
Na pressa de resolver o problema, alguns contribuintes acabam omitindo rendimentos, informando valores errados ou esquecendo documentos importantes, aumentando as chances de cair na malha fina.
Por isso, é fundamental realizar uma análise cuidadosa de:
- rendimentos tributáveis;
- rendimentos isentos;
- despesas médicas;
- despesas com educação;
- bens e direitos;
- aplicações financeiras;
- dependentes.


